segunda-feira, 17 de março de 2014

Resenha: Livre- Cheryl Strayed

Esta foi minha leitura do comecinho de Março e uma leitura que eu chamo de renovação. Recomendo para quem estiver passando por mudanças seja em que área for da vida. Como eu estava nessa pegada de mudança de rumo, de vida, de pensamentos e energias, o livro caiu como uma luva e pude junto com a Cheryl (re)descobrir a mulher por trás do caos e das dificuldades do dia-a-dia.


Cheryl é uma mulher de 22 anos que perdeu a mãe, se divorciou e tem um histórico de família desestruturada. Após a morte da mãe, Cheryl tenta exaustivamente manter o barco navegando ao tentar manter uma boa relação com a família e seu padrasto Eddie, mas a navegação sofre algumas tormentas e quando o barco parece afundar Cheryl decide mudar o rumo da história ao participar da Pacif Crest Trail ou a PCT. Uma trilha que percorre várias regiões dos Estados Unidos. E Cheryl entra de cabeça nessa empreitada sozinha, ou melhor com a Monstra, sua mochila de meia tonelada e sua fiel e quase única companheira em todo o tempo de viagem.
Cheryl se tornou uma guerreira, não somente pela coragem de ser praticamente a única mulher a caminhar sozinha a trilha da PCT, mas guerreira de si mesma. Guerreira de seus sentimentos e toda uma história de vida que a assombrou durante muitos anos.  Ao ler o livro me senti uma trilheira da PCT. Senti calor, sede, frio, fome, medo e desespero, mas também senti liberdade, coragem, determinação e garra. È isso o que nossa protagonista é e nos passa a cada capítulo.
A viagem de Cheryl é narrada em primeira pessoa. È ela quem nos conta suas aflições, seus pensamentos e no decorrer da viagem conhecemos não só a trilheira mas a Cheryl criança, filha, esposa, mulher.
Cheryl e a Monstra na trilha da PCT

Um livro que para mim foi inspirador e mágico. È realmente inspirador e bonito como vemos a transformação e a busca por uma nova vida, ou a busca do sentido da vida que partilhamos com Cheryl. Uma mulher que perdeu tudo e por breves momentos perdeu até a si mesma, mas nos meio de tanta ruína ela encontrou o que mais precisava. Encontrou a si mesma.
Não tenho a pretensão de filosofar nem analisar, afinal não sou psicóloga e nem é da minha alçada, mas creio que para muitos males, sejam eles quais forem a cura e a saída de tudo isso seja fazer uma jornada. Não uma PCT mas uma jornada como a Cheryl fez, uma jornada dentro de si mesma. Encontrar a si mesma no meio do caos é como ter um ponto de partida para então poder recomeçar. As vezes é preciso tudo ruir para que possamos perceber a vida e a nós mesmos.
Sim, como vocês podem entender nessa resenha, há muita reflexão interior e exterior. Há todo momento em cada entre linha nos vemos obrigados a pensar e analisar as coisas. Mas também não só de análise e “namastê” é feito o livro, mas há momentos engraçados de apuros que a protagonista passa na trilha. Fugas de cobras cascavéis, ursos e até mesmo um touro! Acompanhamos sua dor física emocional e depois contemplamos sua evolução moral e psíquica.

Pacif Crest Trail (PCT)
Em 1.770 quilômetros há muita história para se contar e viver. Muitos pensamentos, reminiscências e novos fatos que vão surgindo e reescrevendo toda uma nova história da nova Cheryl que está por vir. Renovação e autoconhecimento, creio que são as palavras chaves do livro.

“Era a minha vida, como todas as vidas, misteriosa, irrevogável e sagrada. Tão perto, tão presente, tão minha. O quanto me senti livre deixando que ela seguisse seu rumo.”

Ficha Técnica:
Tradutor : Débora Chaves
Autor: Cheryl Staryed
Editora: Objetiva
Categoria: Literatura Estrangeira/ Biografias e Memórias
Páginas: 376


Resumo:
  Aos 22 anos, Cheryl Strayed achou que tivesse perdido tudo. Após a repentina morte da mãe, a família se distanciou e seu casamento desmoronou. Quatro anos depois, aos 26 anos, sem nada a perder, tomou a decisão mais impulsiva da vida: caminhar 1.770 quilômetros da Pacific Crest Trail (PCT) – trilha que atravessa a costa oeste dos Estados Unidos, do deserto de Mojave, através da Califórnia e do Oregon, em direção ao estado de Washington – sem qualquer companhia. Cheryl não tinha experiência em caminhadas de longa distância e a trilha era bem mais que uma linha num mapa. Em sua caminhada solitária, ela se deparou com ursos, cascavéis e pumas ferozes e sofreu todo tipo de privação. Em Livre, a autora conta como enfrentou, além da exaustão, do frio, do calor, da monotonia, da dor, da sede e da fome, outros fantasmas que a assombravam. “Todo processo de transformação pessoal depende de entrega e aceitação”, afirma. Seu relato captura a agonia, tanto física quanto mental, de sua incrível jornada; como a enlouqueceu e a assustou e como, principalmente, a fortaleceu. O livro traz uma história de sobrevivência e redenção: um retrato pungente do que a vida tem de pior e, acima de tudo, de melhor..

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